Apoiador de Bolsonaro, Lobão se mostra arrependido: ‘O governo vai ruir’


Uma das figuras mais icônicas da nova direita brasileira, Lobão decepcionou cerca de 6 mil seguidores, que deixaram de acompanhar ele nas redes sociais, após declarações “bombásticas” sobre o governo do presidente Jair Bolsonaro (PSL).

Em entrevista ao jornal ‘Valor’, o músico se mostrou decepcionado com o seu candidato nas eleições de 2018. “Eu tinha que optar por alguém e esse alguém foi o Bolsonaro. Mas ele mostrou que não tem a menor capacidade intelectual e emocional para poder gerir o Brasil. Isso está muito claro para mim e fico muito triste. É óbvio que o governo vai ruir”, disse o artista.

Para o compositor, o governo de Bolsonaro tem prazo de validade e um dos responsáveis pela possível queda do militar será Olavo de Carvalho, escritor e uma espécie de guru do presidente. “É óbvio que o Olavo vai acabar com esse governo, porque ele é uma pessoa muito autodestrutiva. Olavo é um sociopata. Não tem empatia por ninguém. É um ególatra”.

Na entrevista, Lobão ainda chamou o atual presidente de “destrambelhado, desastrado e atrapalhado”, afirmando que os filhos do militar potencializavam as “trapalhadas” feitas por Bolsonaro. “São chamados de os três patetas no Palácio do Planalto. E são odiados. Eles conseguiram semear ódio num Congresso que estava de braços abertos para esses caras! Era para estar navegando em céu de brigadeiro, passar a reforma da Previdência nos primeiros meses”.

O músico afirma que não é só ele, antigo apoiador do militar, que está insatisfeito com o início do governo de Bolsonaro: “Se você fizer uma pesquisa de campo com os que votaram no Bolsonaro, 90% das pessoas estão decepcionadas. E não podia ser de outra maneira, porque isso está uma novela mexicana de quinta categoria, um melodrama horroroso e brega”.

Lobão pontuou que não acredita em uma melhora no governo. “Pelos traços de caráter de todas essas pessoas envolvidas não é difícil fazer uma prospecção de que não haja conciliação. […] Para se reverter uma situação tão monoliticamente enraizada, é difícil encontrar uma variante que não seja o desastre total”.

Bahia.ba

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