Corpo de Irmã Dulce ficará exposto permanentemente a partir desta Quarta-feira(18)

Dulce dos Pobres será declarada santa em 13 de agosto.


Os fiéis de Irmã Dulce, que será canonizada no próximo dia 13/10 pelo Papa Francisco no Vaticano, terão na próxima quarta-feira(18/09) a oportunidade de verem novamente o Corpo daquela que será a primeira Santa nascida no Brasil.

O Santuário da Bem Aventurada Dulce dos Pobres, foi interditado para reformas, e uma delas é o novo túmulo que guarda o Corpo de Irmã Dulce que faleceu em 13 de março de 1992.

A freira baiana que dedicou sua vida inteira em serviços sociais para população carente da capital baiana, media 1,50 de altura, chegou a pesar cerca de 30kg, e sobreviveu desde a meia idade tendo apenas 30% da capacidade respiratória, morrendo aos 77 anos por complicações pulmonares, após quebrar o fêmur.

O sepultamento de Irmã Dulce entrou para a história de Salvador, reunindo milhares de pessoas em um cortejo que levou seu corpo, da capela do convento de Santo Antônio para a Basílica de Nossa Senhora da Conceição da Praia, onde as celebrações de despedida duraram três dias, tamanha era a multidão que fez vigílias e enfrentou filas para se aproximar do corpo da freira, já aclamada como santa.

As muitas biografias dedicadas ao anjo bom, falam da característica de peregrinação de Irmã Dulce, que quando viva percorrias as ruas de Salvador, recolhendo doentes e pedindo ajuda para os trabalhos com os pobres, e depois de morta com seu corpo sendo transportado, à medida que o processo de canonização foi avançando.

O corpo permaneceu oito anos na Basílica da Padroeira da Bahia, e no ano 2000 foi trazido de volta para a capela de suas obras sociais, onde permaneceu por 10 anos, até quem em 2010 com a possibilidade da beatificação, descobriu-se a que o corpo estava incorrupto, apesar da aparência mais escura, e novamente foi sepultado em uma capela na entrada do Santuário que leva o seu nome, ao lado do hospital que construiu.

Agora em 2019, com o anuncio da canonização de Irmã Dulce, o corpo ficará permanentemente exposto em seu santuário, e poderá ser visto pelos milhares de fiéis e usuários dos serviços de saúde que passam pela sede das obras sociais.

Muitos testemunhos dão conta de que os voluntários que trabalharam com ela, sentem até os dias hoje a presença espiritual de Irmã Dulce pelos corredores do Hospital Santo Antônio, e que a exposição do seu corpo, é um sinal da essência do legado de amar e servir, lema adotado por ela para a obra que iniciou.