ACM Neto não pode ficar omisso ao desmonte da Petrobras, diz Pelegrino


O deputado federal Nelson Pelegrino (PT) diz que o prefeito de Salvador, ACM Neto (DEM), não pode se omitir diante do que chamou de “desmonte” da Petrobras, cuja sede na capital baiana será desocupada até o fim do ano.

“Nós não podemos assistir a esse desmonte da Petrobras na Bahia de forma calada. Os interesses do Estado estão sendo atingidos pelo governo Bolsonaro. Trata-se de 3 mil empregos que nós estamos perdendo em Salvador. O prefeito ACM Neto não pode ficar calado, não pode ficar silente. Salvador é a capital nacional do desemprego”, disse o petista nesta terça-feira (10), em discurso na Câmara.

Para Pelegrino, além de acentuar o já expressivo quadro de desemprego na cidade, o fechamento da unidade trará prejuízos à economia local.

“Uma atividade como essa sendo desativada traz prejuízos gravíssimos à economia do município. Então, o prefeito ACM Neto não pode se omitir em relação a essa atitude do governo Bolsonaro contra a Petrobras que está fazendo com que Salvador perca 3 mil empregos diretos e indiretos, além disso, recursos do ISS e no caso do Estado, o ICMS será perdido”, declarou o parlamentar.

2,5 mil funcionários serão demitidos, diz sindicato

O Sindicato dos Petroleiros da Bahia (Sindipetro-BA) informou que ao menos 2,5 mil funcionários terceirizados da estatal devem ser demitidos —outros 1,5 mil trabalhadores concursados, por sua vez, serão remanejados para outros estados

Em nota, a Petrobras diz que avaliar a desativação da sede baiana como uma oportunidade de redução de custos e cita como exemplo mudanças ocorridas em outros estados. “Já foi desocupado o Edisp, em São Paulo, contratadas novas instalações e realocadas algumas equipes, gerando uma economia anual de cerca de R$ 20 milhões para a companhia”, informou.

A íntegra da nota:

“A Petrobras avalia oportunidades de redução de custos em todos os seus processos e atividades, incluindo a ocupação predial. Esse movimento não é pontual em uma região específica; ele é contínuo e faz parte de uma gestão responsável dos recursos.

Esse ano, por exemplo, já foi desocupado o Edisp, em São Paulo, contratadas novas instalações e realocadas algumas equipes, gerando uma economia anual de cerca de R$ 20 milhões para a companhia. Com o mesmo intuito, estão sendo desocupados o Edifício Ventura, no Centro do Rio de Janeiro, e o Edifício Novo Cavaleiros, em Macaé. Estão em andamento estudos sobre outras instalações, de forma a adequar a ocupação dos espaços à estratégia de negócio da Petrobras.

A mobilidade de pessoas entre prédios ou mesmo entre diferentes unidades ou áreas de atuação é natural nas empresas. Alguns processos podem ser centralizados; para outros, a solução pode ser utilizar espaços disponíveis em instalações próximas ou mesmo contratar novas instalações, mais otimizadas e menos onerosas, como ocorreu em São Paulo.”

Bahia.ba