Rede aciona STF para que Gilmar Medes pare de soltar presos indiscriminadamente

Ministro mudou entendimento e agora defende que uma pessoa somente possa ser presa após todos os recursos serem esgotados na terceira instância.


A Rede sustentabilidade, partido da ex-candidata ao Palácio do Planalto Marina Silva, apresentou ao Supremo Tribunal Federal, STF, ação para tentar impedir que o ministro Gilmar Mendes, siga soltando suspeitos de corrupção indiscriminadamente.

Segundo a Rede, Mendes não observa as regras de distribuição processual. O ministro foi duramente criticado pelo senador Randolfe Rodrigues: “no momento em que um juiz age de ofício, sem sequer ter sido provocado, para liberar no atacado criminosos de colarinho branco, compromete-se a neutralidade que se espera de um magistrado, pois este passa a se comportar como se fosse advogado da causa”. Disse ele.

Na petição, o partido pede que ele pare de conceder liminares em favor de presos, suspeitos de corrução, sendo chamado de ‘Supervisor-Geral’.

Mendes tem se destacado nos últimos tempos pelas diversas solturas que promoveu e por críticas a operação Lava-Jato. 

Fundamental para a formação de entendimento de prisão em segunda instância, ele mudou de opinião recentemente e passou a defender que agora um condenado somente possa ser presos após julgamento de recursos em terceira instancia.