ACM Neto declara apoio a Jair Bolsonaro


Foto : Alexandre Galvão/Metropress

O prefeito de Salvador e presidente nacional do Democratas, ACM Neto, anunciou hoje (10) que vai apoiar a candidatura de Jair Bolsonaro (PSL) à Presidência da República. O anúncio ocorreu durante a tarde, em coletiva de imprensa no Hotel Golden Tulip, no Rio Vermelho, ao lado de José Ronaldo, ex-candidato ao governo pelo DEM. Para o prefeito, ele não concorda 100% com os posicionamentos do capitão reformado do Exército.

“Quero justificar nesse momento a minha posição já fazendo ressalvas. Eu não concordo 100% com os pensamentos, bandeiras e pregações dele. A democracia não é feita de concordar com 100%. Eu discordo 100% do governo do PT no Brasil. Se estamos vivendo uma crise de natureza econômica, moral e social é graças ao PT. Ao que Dilma e o PT fizeram no nosso país”, disse ACM Neto.

O posicionamento, segundo Neto, é de coerência com um partido que sempre se opôs ao PT. “O DEM deixou claro qual sua linha de pensamento, uma posição que guarda coerência com sua história. Não tinha cabimento um partido que combateu o PT deixarmos de dizer toda nossa posição clara de que nosso campo não é o do PT”, afirmou.

A decisão de Neto vai de encontro ao que pregou o próprio prefeito no mês passado. Em entrevista à Rádio Metrópole, o democrata criticou Bolsonaro e afirmou que parlamentar nunca apresentou uma “proposta importante” para o país. “Fui colega de Bolsonaro na Câmara. Não posso falar nada do ponto de vista pessoal, mas durante 10 anos no Congresso, não vi o deputado apresentar nenhuma proposta importante. Ele podia ter feito algo impactante, inclusive na área de segurança pública”, afirmou. Confira: 

ACM Neto foi o coordenador de campanha de Geraldo Alckmin durante o primeiro turno das eleições. Pouco antes do pleito, ele se viu “traído” pelo correligionário José Ronaldo, que tentou a eleição para o cargo de governador, mas perdeu para Rui Costa (PT). O ex-prefeito de Feira de Santana declarou apoio a Bolsonaro, indo de encontro ao que defendia o próprio Democratas na época.  As informações são do Metro1