Mulher de Cunha é condenada por gastos no exterior com dinheiro ilícito


Mulher do ex-presidente da Câmara Federal Eduardo Cunha, a jornalista Cláudia Cruz foi condenada pela 8ª Turma do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4) a dois anos e seis meses de prisão, por manutenção de valores no exterior.

Como a pena é inferior a quatro anos, deverá ser substituída pela restrição de direitos ou punições alternativas, de acordo com O Globo. Responsável por julgar os processos da Lava Jato na segunda instância, a 8ª Turma do TRF-4 discordou do juiz federal Sérgio Moro, que havia absolvido Cláudia em maio do ano passado.

No entendimento de Moro, não havia prova de que a jornalista teria participado do crime de corrupção praticado por Cunha ou soubesse das condutas de ocultação e dissimulação dos valores.

A Corte condenou a mulher do ex-deputado por usar valores provenientes de vantagens indevidas recebidas por Cunha em troca de interferência em um contrato da Petrobras.

As contas dos cartões de crédito usados por ela seriam abastecidas pela propina recebida pelo ex-presidente da Câmara. Os recursos bancaram despesas em viagens ao exterior, como um Réveillon em Miami, e compras em lojas de grife, como Louis Vuitton, Chanel, Chavret, Place Vendôme e Hèrmes.

Entre 2008 e 2014, Cláudia gastou mais de US$ 1 milhão, valor “totalmente incompatível com os salários e o patrimônio lícito” dela e de Cunha, conforme a denúncia do Ministério Público Federal (MPF).

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