Massagem nos pés, uma aliada na diminuição do estresse

Não seria exagero dizer que o estresse é a doença do século XXI, o que acaba criando uma população caracterizada por sensações de desconforto, preocupação, irritação, frustração e indignação, motivado, muitas vezes, por causas distintas. Para combater o estresse e aliviar a tensão do dia, relaxar com uma massagem terapêutica nos pés pode ser uma … Leia Mais





Dieta irregular pode aumentar risco de morte por ataque cardíaco

Pessoas que tiveram infarto e mantêm dieta irregular – pulando o café da manhã e jantando perto da hora de dormir – têm de quatro a cinco vezes mais chances sofrer outro ataque cardíaco após 30 dias da alta hospitalar. O dado faz parte de trabalho desenvolvido na Universidade Estadual Paulista (Unesp) com apoio da … Leia Mais


10 de maio – Dia Internacional de Atenção à Pessoa com Lúpus


Entendendo o Lúpus:

  • Trata-se de uma doença autoimune, ou seja, o sistema imunológico do paciente ataca o seu próprio organismo. Isso gera danos irreversíveis aos tecidos e órgãos e pode levar à morte prematura.2,3
  • A incidência de morte em pacientes com Lúpus que têm menos de 40 anos é 10 vezes maior do que a população em geral.4
  • O Lúpus está relacionado à predisposição genética e pode ser desencadeado por fatores hormonais e ambientais, tais como: luz solar, infecções e alguns medicamentos.5,6
  • A doença pode ser classificada de 3 formas. O Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES), no qual um ou mais órgãos internos são acometidos, o Lúpus Cutâneo, que é restrito à pele e o Lúpus Induzido por Drogas, que surge após a administração de medicamentos, podendo haver comprometimento cutâneo e de outros órgãos – há melhora com a retirada do medicamento que desencadeou o quadro.5,7
  • O Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES), é a forma mais séria da doença e também a mais comum afetando aproximadamente 70% dos pacientes com lúpus.8
  • Ele afeta principalmente as mulheres, sendo 9 em 10 pacientes, com risco mais elevado de início de LES durante a idade fértil.9
  • Sintomas desencadeados pela doença, como dores nas articulações, podem impedir atividades simples, como a prática de atividades físicas, e também a rotina de trabalho, com isso, mais de 50% dos pacientes param de trabalhar em até 15 anos após o diagnóstico de Lúpus.6,10,11
  • Não há cura para a doença, mas é possível controlar e conviver com ela com o acompanhamento médico regular.5,12
Foto:EpainAssist

Incidência e Prevalência:

  • Globalmente o Lúpus afeta aproximadamente 40 pessoas a cada 100.000 habitantes.13
  • No Brasil, estima-se uma prevalência de 98 casos para cada 100.000 brasileiros, sendo aproximadamente 200 mil casos de Lúpus no país.1

 

Sintomas mais frequentes do LES:

O LES pode afetar qualquer órgão do corpo e os sintomas podem variar muito em termos de gravidade e de intensidade. Alguns dos sintomas mais comuns incluem: Fadiga debilitante, febre baixa, perda de apetite, queda de cabelo, inflamação nas articulações – sendo esta observada em mais de 90% dos pacientes. As lesões de pele mais características são manchas avermelhadas no rosto, conhecidas como “lesões em asa de borboleta”. Podem ocorrer ainda manifestações em outros órgãos como rins, pulmão, coração e cérebro.2,14

 

Diagnóstico:

O Lúpus é diagnosticado através da presença de um conjunto de sinais e sintomas e alterações em exames. O diagnóstico prematuro de LES é difícil devido aos sintomas não-específicos, como mal-estar, dor nas articulações ou fadiga. Os sinais externos da doença podem ser poucos.2,6

 

Tratamento:

Deve ser individualizado para cada paciente, dependendo das manifestações apresentadas. O médico reumatologista determinará o tratamento mais adequado, sendo que os objetivos incluem: reduzir a atividade da doença, tratar os sintomas e crises, reduzir os danos a órgãos. Um dos grandes desafios dos médicos é fazer um equilíbrio entre o tratamento dos sintomas e a minimização dos eventos adversos causados pelas medicações comumente utilizadas.6,11

 

 

Sobre a GSK

Uma das indústrias farmacêuticas líderes do mundo, a GSK está empenhada em melhorar a qualidade da vida humana permitindo que pessoas façam mais, vivam melhor e por mais tempo. Para mais informações, visite www.gsk.com.br

 

 

Referências bibliográficas

  1. SENNA, ER. et al. Prevalence of rheumatic diseases in Brazil: a study using the COPCORD approach. The Journal of Rheumatology, 31(3): 594-7, 2004.
  2. BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção a Saúde. Portaria 100, de 7 de fevereiro de 2013. Protocolo clínico e diretrizes terapêuticas: lúpus eritematoso sistêmico. Disponível em: <http://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/sas/2013/prt0100_07_02_2013.html>. Acesso em: 11 abr. 2018.
  3. NOSSENT, J. et al. Disease activity and damage accrual during the early disease course in a multinational inception cohort of patients with systemic lúpus erythematosus. Lupus, 19: 949 – 956, 2010.
  4. BERNATSKY S. et al. Mortality in systemic lupus erythematosus. Arthritis Rheum, 54: 2550–7, 2006
  5. ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA SUPERANDO O LÚPUS. Saiba mais sobre o Lúpus. Disponível em: <http://lupus.org.br/site/saiba-mais-sobre-o-lupus/>. Acesso em: 02 abr. 2018.
  6. BORBA, E.F. et al. Consenso de lúpus eritematoso sistêmico. Rev Bras Reumatol, 48(4): 196-207, 2008.
  7. MOTA, LMH. et al. Lúpus Induzido por Drogas – Da Imunologia Básica à Aplicada. Rev Bras Reumatol,  47(6): 431-7, 2007.
  8. Lupus Foundation of America. Statistics on Lupus. Disponível em: https://resources.lupus.org/entry/facts-and-statistics Acesso em: 02 maio 2018.
  9. D’CRUZ, DP. et al. Systemic lupus erythematosus. Lancet, 369(9561): 587-96, 2007.
  10. KATZ, P. et al. Disability in value life activities among individuals with systemic lupus erythematosus. Rheumatology (Oxford), 52(9): 465-73, 2008.
  11. YELIN, E. et al. Work dynamics among persons with systemic lupus erythematosus. Arthiritis Rheum, 57(1): 56-63, 2007.
  12. SOCIEDADE BRASILEIRA DE REUMATOLOGIA. Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES) – Cartilha da SBR, 2011. Disponível em: < https://www.reumatologia.org.br/pacientes/orientacoes-ao-paciente/lupus-eritematoso-sistemico-les-cartilha-da-sbr/>. Acesso em: 19 abr. 2018.
  13. RAHMAN A. et al. Systemic lupus erythematosus. N Engl J Med, 358: 929–39, 2008.
  14. GALLOP, K. et al. Development of a conceptual model of health-related quality of life for systemic lupus erythematosus from the patient’s perspective. Lupus, 12: 934-43, 2012.

 


Embolia pulmonar pode ser fatal; exame simples de Medicina Nuclear pode ajudar a detectar a doença

Cintilografia pulmonar pode localizar obstruções e determinar melhor tratamento


A embolia pulmonar é causada pela obstrução da artéria pulmonar, que interrompe a circulação sanguínea, prejudicando o funcionamento do órgão. Essa obstrução se dá quando coágulos de sangue se acumulam nas veias e artérias dos membros inferiores (pernas) e entre as possíveis causas estão imobilidade prolongada, câncer, anticoncepcionais com estrógeno, reposição hormonal, gravidez e pós-parto, varizes, obesidade, tabagismo, insuficiência cardíaca, idade superior a 40 anos e distúrbios na coagulação do sangue.

A condição pode ser identificada caso haja algum destes sintomas: dor torácica, falta de ar, aceleração dos batimentos cardíacos e da respiração, palidez e ansiedade. E o diagnóstico é feito por meio de exames de imagem e laboratoriais que ajudam a esclarecer a suspeita da doença, como eletrocardiograma, radiografia de tórax e tomografia computadorizada.

“A Medicina Nuclear conta com um exame simples, a Cintilografia Pulmonar de Inalação e Perfusão, que permite avaliar a funcionalidade dos pulmões, tanto da parte inalatória quanto da irrigação sanguínea (perfusão), possibilitando ao médico avaliar e diagnosticar casos de embolia pulmonar”, afirma Dr. George Barberio Coura Filho – médico nuclear responsável da DIMEN SP – grupo de médicos especializado, referência em medicina nuclear no país, com mais de 36 anos de atuação (www.dimen.com.br). Outro ponto positivo do exame é que, diferente da tomografia, ele não demanda contraste iodado, que pode causar reações alérgicas nos pacientes.

Embolia tem prevenção e tratamento

A mudança de hábitos é fundamental para a prevenção dos êmbolos nas veias, principalmente para pacientes com histórico na família, para fumantes e para pacientes acima do peso. Além disso, existem medicamentos anticoagulantes e trombolíticos usados para pacientes de alto risco, para os quais também se recomenda o uso de meias elásticas e a prática de atividades físicas.

O tratamento inclui a administração intravenosa de oxigênio e heparina, que evitam o aumento dos coágulos já existentes e a formação de novos. E para os pacientes com contraindicação ao uso de medicamentos anticoagulantes, é possível implantar um filtro na veia, que tem o mesmo efeito. E há ainda casos que tem de ser tratados com embolectomia, cirurgia para retirada do êmbolo pulmonar.

 


Alerta: aumenta casos de sífilis no Brasil

Mulheres entre 20 e 29 anos são as mais afetadas pela sífilis


BBC/SCIENCE PHOTO LIBRARY

“Atendo no ambulatório CTR Orestes Diniz (Centro de Treinamento e Referência em Doenças Infecto-Parasitárias Orestes Diniz), um serviço ambulatorial do Hospital das Clínicas e da Secretaria Municipal de Saúde de Belo Horizonte, têm muitos pacientes com sífilis decorrente de transmissão vertical, ou seja, que passa de mãe para filho no período de gestação/gravidez”. Este depoimento é da médica Maria Gorete dos Santos Nogueira, pediatra, que atua em infectologia pediátrica, referência em assistência à saúde da Secretaria Municipal de Saúde de Belo Horizonte nos temas transmissão vertical, sífilis e sífilis congênita. Ela lembra que a sífilis é uma doença sexualmente transmissível e que, hoje em dia, a falta do uso de preservativos nas relações sexuais, inclusive no sexo oral, faz com que a doença seja disseminada. Se a mulher é infectada antes ou durante a gravidez e não receber o tratamento correto, as sequelas para o bebê são graves, frequentemente levando a abortamentos e óbitos após o nascimento. Só na capital mineira, entre 2017 e 2018, foram mais de 300 novos casos registrados de sífilis congênita (em bebês); mais de 600 gestantes contraíram a doença nesse mesmo período em Belo Horizonte e cerca de 3500 casos de sífilis adquiridos foram registrados na cidade.

A Drª Maria Gorete alerta que é uma doença silenciosa, tem sintomas no início, como feridas, principalmente nas regiões genitais e na boca (no caso do sexo oral), depois de um período de “aparente cura”, surgem as lesões de pele, que lembram também a vermelhidão da dengue, dentre outras, e desaparecem. Só que a pessoa continua infectada e, se não fizer o tratamento correto, que é oferecido em qualquer centro de saúde gratuitamente, novos sintomas podem aparecer muitos anos depois, bem mais agressivos, e podem provocar cegueira, doenças cardíacas e afetar o cérebro. Enquanto a pessoa infectada evolui com a infecção dessa forma, ela transmite a infecção sempre que tem uma relação sexual desprotegida, ou seja, sem uso de preservativos sexuais (camisinhas).

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“O foco na prevenção e eliminação da Sífilis Congênita tem despertado mais a atenção para a infecção na população em geral”, relata a Drª Maria Gorete e complementa dizendo que “é preciso tratar e abordar a infecção em qualquer fase em que ela se encontra e em pessoas em qualquer fase da vida”. Para isso tem sido amplamente disponibilizado, por parte do Ministério da Saúde, a testagem rápida realizada nas unidades de saúde, além dos exames de laboratório, capazes de diagnosticar a presença da infecção, mesmo em suas fases assintomáticas. Para ela, o MEDTROP-PARASITO 2019 é uma oportunidade para divulgar e discutir ações sobre a sífilis e suas complicações junto à comunidade acadêmica e aos profissionais de saúde que estarão mais capacitados para diagnosticar a doença, por isso a Drª Maria Gorete será uma das palestrantes do congresso para falar sobre sífilis.

 

Registros – De acordo com o último boletim epidemiológico do Ministério da Saúde, divulgado em novembro de 2018, o número total de casos notificados no Brasil foi de 119.800, ano base 2017. No Brasil, a população mais afetada pela sífilis são as mulheres, principalmente as negras e jovens, na faixa etária de 20 a 29 anos.

Somente esse grupo representa 14,4% de todos os casos de sífilis adquirida e em gestantes notificados. Entre gestantes, ocorreram 49013 casos e o número de casos cresceu de 10,8 casos por 1 mil nascidos vivos em 2016 para 17,2 casos a cada 1 mil nascidos vivos em 2017. Já a sífilis congênita passou de 21.183 casos em 2016, para 24.666 em 2017 com uma taxa de 7,4 casos para cada mil nascidos vivos. Ocorreram 1205 abortamentos e nascidos mortos e 206 óbitos por sífilis congênita (em bebês) em 2017.

No mundo, mais de 12 milhões de pessoas têm sífilis, segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), e é considerada um problema de saúde pública.

 

Doença – A sífilis é uma doença infectocontagiosa, sexualmente transmissível, causada pela bactéria Treponema Pallidum. Pode também ser transmitida verticalmente, ou seja, da mãe para o feto, por transfusão de sangue ou por contato direto com sangue contaminado.

 

Congresso –  O MEDTROP-PARASITO 2019 é a realização simultânea do 55º Congresso da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical, do XXVI Congresso Brasileiro de Parasitologia, da 34a Reunião de Pesquisa Aplicada em Doença de Chagas e da 22ª Reunião de Pesquisa Aplicada em Leishmanioses e do CHAGASLEISH 2019. O tema do congresso “Convergência e inclusão: em busca de soluções sustentáveis para o diagnóstico, tratamento e controle das doenças tropicais” abre perspectivas para a integração da ciência, educação e tecnologia buscando, na interdisciplinaridade, benefícios para a saúde, para o desenvolvimento do indivíduo e da sociedade. De 27 a 31 de julho, na UFMG, em Belo Horizonte, Minas Gerais.

Fonte: – Maria Gorete dos Santos Nogueira, pediatra, que atua em infectologia pediátrica, referência em assistência à saúde da Secretaria Municipal de Saúde de Belo Horizonte nos temas transmissão vertical, sífilis e sífilis congênita.


ABM realiza mutirão Asma / DPOC em parceria com a Soc. de Pneumologia da Bahia

O atendimento é gratuito! As senhas serão entregues na sexta de manhã!


Clínica Martini

A Associação Bahiana de Medicina (ABM), em parceria com a Sociedade de Pneumologia da Bahia, vai realizar o Mutirão com triagem e orientações para asma e Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC), no próximo sábado (11.05), a partir das 8h, na sede da ABM, em Ondina.

Devem comparecer pessoas a partir de 15 anos e que tenham sintomas recorrentes de tosses, catarro, cansaço, falta de ar, chiado no peito, aperto no peito e infecções respiratórias frequentes, além de fumantes e ex-fumantes.

Na ação, os cidadãos vão receber orientações de controle ambiental para alérgicos, atividades físicas para pneumopatas e sobre tabagismo e asma. Quem participar também será orientado sobre a importância dos sintomas observados na respiração para o diagnóstico precoce de tuberculose.

De início será realizada uma triagem com avaliação dos pacientes e, como não serão feitos os exames no local, as médicas pneumologistas irão tratar alguns casos através de receitas e, quando necessário, encaminhar para hospitais para que seja feita a investigação através de exames. As pessoas que apresentarem maior necessidade de seguimento pneumológico serão encaminhadas para atendimento em hospitais específicos (Hospital das Clínicas e Hospital Otávio Mangabeira).

Os atendimentos serão realizados por sete médicas pneumologistas além de estudantes.

Para participar, basta comparecer à ABM no dia 10 (na próxima sexta-feira), das 8h às 12h, e levar documento de identidade com foto, para obter a senha de atendimento.

 

Atenção: a ABM distribuirá 70 senhas!

O atendimento será realizado para pessoas a partir de 15 anos.

Sobre a DPOC:

A doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC) é uma enfermidade respiratória prevenível e tratável, que se caracteriza pela presença de obstrução crônica do fluxo aéreo, que não é totalmente reversível. A obstrução do fluxo aéreo é geralmente progressiva e está associada a uma resposta inflamatória anormal dos pulmões à inalação de partículas ou gases tóxicos,causada primariamente pelo tabagismo. Embora a DPOC comprometa os pulmões, ela também produz consequências sistêmicas significativas. O processo inflamatório crônico pode produziralterações dos brônquios (bronquite crônica), bronquíolos (bronquiolite obstrutiva) e parênquima pulmonar (enfisema pulmonar). A predominância destas alterações é variável em cada indivíduo. Mais informações em:

http://www.jornaldepneumologia.com.br/pdf/suple_124_40_dpoc_completo_finalimpresso.pdf


A asma mata ao menos 3 pessoas todos os dias

A doença pode ser controlada e o Sistema Único de Saúde (SUS) oferece o tratamento. Para isso, a orientação é que o paciente procure uma Unidade Básica de Saúde (UBS).


A asma é uma das doenças crônicas mais comuns que afeta tanto crianças quanto adultos, sendo um problema mundial de saúde e acometendo cerca de 300 milhões de pessoas. A asma afeta mais de 20 milhões de brasileiros, entre adultos e crianças. E 90% deles não têm a doença controlada. Asma não controlada vira asma grave. Estima-se que 80% dos casos de asma são diagnosticados até os 6 anos de idade. Apenas um diagnóstico correto e a adesão ao tratamento podem impedir que essas mortes continuem acontecendo. Crianças asmáticas vivem uma vida normal e podem fazer o que mais gostam, que é brincar!

A asma é uma causa importante de faltas escolares e no trabalho. Segundo o DATASUS, o banco de dados do Sistema Único de Saúde, ligado ao Ministério da Saúde, ocorrem no Brasil, em média, 350.000 internações anualmente. A asma é a terceira ou quarta causa de hospitalizações pelo SUS (2,3% do total), conforme o grupo etário considerado.

Tratar a asma não é simplesmente usar medicação nos momentos de crise. “Se você trata da asma apenas quando tem crise, está correndo risco de morte. A asma é uma doença crônica cujo tratamento deve ser contínuo para mantê-la controlada. O paciente nunca deve interromper o tratamento, pois a vida dele depende disso. E deve sempre procurar um pneumologista”, alerta.

A asma não tem cura, mas os sintomas podem ser controlados. O paciente deve ser um parceiro do médico: comparecer às consultas, nunca se automedicar e seguir  rigorosamente as orientações do especialista. Quanto mais o paciente se dedicar, melhor será seu futuro.

A asma é uma das doenças respiratórias crônicas mais comuns, juntamente com a rinite alérgica e a doença pulmonar obstrutiva crônica. As principais características dessa doença pulmonar são dificuldade de respirar, chiado e aperto no peito, respiração curta e rápida. Os sintomas pioram à noite e nas primeiras horas da manhã ou em resposta à prática de exercícios físicos, à exposição a alérgenos, à poluição ambiental e a mudanças climáticas.

Vários fatores ambientais e genéticos podem gerar ou agravar a asma. Entre os aspectos ambientais estão a exposição à poeira e barata, aos ácaros e fungos, às variações climáticas e infecções virais (especialmente o vírus sincicial respiratório e rinovírus, principais agentes causadores de pneumonia e resfriado, respectivamente). Para os fatores genéticos – característicos da própria pessoa -, destacam-se o histórico familiar de asma ou rinite e obesidade, tendo em vista que pessoas com sobrepeso têm mais facilidade de desencadear processos inflamatórios.

A doença pode ser controlada e o Sistema Único de Saúde (SUS) oferta o tratamento. Para isso, a orientação é que o paciente procure uma Unidade Básica de Saúde (UBS). Lá, o profissional de saúde terá todas as orientações relacionadas ao tratamento e à prevenção de crises, o que inclui entender os sintomas e sinais de agravamento da doença.

1 – O que é asma?

Asma é uma doença comum das vias aéreas ou brônquios (tubos que levam o ar para dentro dos pulmões) causada por inflamação das vias aéreas.  A asma causa os seguintes sintomas:

– falta de ar ou dificuldade para respirar

– sensação de aperto no peito ou peito pesado

– chio ou chiado no peito

– tosse

Esses sintomas variam durante o dia, podendo piorar à noite ou de madrugada e com as atividades físicas. Os sintomas também variam bastante ao longo do tempo. Às vezes desaparecendo sozinhos, mas a asma continua lá, uma vez que não tem cura.

2 – Qual o impacto e a realidade da asma no Brasil?

A asma é uma das doenças crônicas mais comuns que afeta tanto crianças quanto adultos, sendo um problema mundial de saúde e acometendo cerca de 300 milhões de pessoas. Estima-se que no Brasil existam aproximadamente 20 milhões de asmáticos. A asma é uma causa importante de faltas escolares e no trabalho.

Segundo o DATASUS, o banco de dados do Sistema Único de Saúde, ligado ao Ministério da Saúde, ocorrem no Brasil, em média, 350.000 internações anualmente. A asma é a terceira ou quarta causa de hospitalizações pelo SUS (2,3% do total), conforme o grupo etário considerado.

Felizmente, com a melhor compreensão da doença por parte dos portadores e a distribuição de medicamentos para os pacientes asmáticos graves, vem-se observando uma queda no número de internações e mortes por asma no Brasil.  Em uma década, o número de internações por asma no Brasil caiu 49%. Apesar disso, disponibilização de tratamento adequado aos asmáticos ainda é restrita em muitos estados do país, sendo que um percentual muito grande da nossa população encontra-se não tratada por completo.

3 – A asma de todas as pessoas é igual?

A asma varia muito de pessoa para pessoa e num mesmo indivíduo. Tem épocas que pode ser muito leve e os sintomas desaparecerem e tem momentos em que pode piorar muito, necessitando atendimentos de emergência e até mesmo internação.  As crises de asma também podem variar, umas sendo mais fortes do que as outras.

4 – Qual a causa da asma?

A causa exata da asma ainda não é conhecida, mas acredita-se que é causada por um conjunto de fatores: genéticos (história familiar de alergias respiratórias – asma ou rinite) e ambientais.

5 – O que são gatilhos da asma?

São fatores que quando o asmático é exposto a eles podem piorar muito a asma ou fazer aparecer sintomas. Alguns gatilhos apenas pioram os sintomas, outros pioram também a inflamação dos brônquios. Os principais gatilhos da asma são:

– ÁCAROS – organismos microscópicos que se alimentam de descamação da pele humana, de pêlos de animais e também do mofo. Os ácaros habitam locais onde há acúmulo de poeira como: colchões e travesseiros, carpetes, bichos de pelúcia, estantes, papéis e até animais de pêlo. Os ácaros e seus excrementos pioram a asma por aumentar a inflamação dos brônquios.

– FUNGOS – micro-organismos que crescem a uma temperatura acima  de 37ºC e umidade acima de 50%. Estes são encontrados no fim do verão e no outono, estações em que predominam ventos quentes. Casas escuras, úmidas e mal ventiladas são ideais para o crescimento dos fungos. Dentro das casas os fungos podem crescer no sistema de ar condicionado, paredes de banheiros, fendas de superfícies. Misturam-se com a poeira dos carpetes, colchas, livros e refrigeradores. Também pioram a asma por aumentar a inflamação dos brônquios.

– PÓLENS – são gatilhos comuns (flores, gramas, árvores) que predominam fora de casa sendo carregados pelo vento. A polinização se dá após uma chuva prolongada, seguida de um clima seco sendo comum na primavera. Os pólens também pioram a asma por aumentar a inflamação dos brônquios.

– ANIMAIS DE ESTIMAÇÃO – os pelos de animais podem piorar a asma, mas o grau e a frequência da exposição é que determinarão os sintomas. Além dos pelos, a descamação da pele do animal, a saliva, a urina e outros tipos de excreções podem ser gatilhos da asma e essas podem ficar no ambiente por até seis meses após a retirada do animal. Alguns animais são considerados capazes de provocar alergias mais do que outros, tais como gatos e cavalos.

– FEZES DE BARATA – exposição a fezes pode provocar sintomas de asma. Piora por aumento da inflamação dos brônquios.

– INFECÇÕES VIRAIS – algumas infecções virais são capazes de causar sintomas de asma ou de piorá-la e entre eles o vírus da gripe e do resfriado comum. Alguns asmáticos são mais sensíveis do que outros.

– FUMAÇA DE CIGARRO – a fumaça do cigarro é prejudicial aos asmáticos, mesmo se o doente não fumar. Asmáticos filhos de pais fumantes estão sujeitos a piora dos sintomas e da própria gravidade da asma. A fumaça do cigarro, além de aumentar os sintomas também pode aumentar a inflamação dos brônquios.

– POLUIÇÃO AMBIENTAL – a exposição à poluição do ambiente em geral e poluição do ambiente de trabalho também pode piorar a asma.

– EXPOSIÇÃO AO AR FRIO – Ar muito frio e seco pode desencadear sintomas de asma por irritar os brônquios do asmático. Contudo, esse ar tem que ser muito frio, como o que ocorre nos invernos.

6 – Como é feito o diagnóstico da asma?

Inicialmente o médico pergunta sobre o que você sente e tenta entender como os seus sintomas podem fazer parte da doença. Assim, você será perguntado sobre falta de ar, chiados no peito, cansaço, tosse, produção de muco (secreção tipo clara de ovo), dificuldade para fazer suas tarefas e/ou exercícios habituais.

É importante contar sobre o horário em que estes sintomas ocorrem porque, geralmente, nos asmáticos existe uma piora durante a madrugada e ao acordar. Também é importante falar se esses desconfortos melhoram usando algum remédio ou espontaneamente.

Neste momento o médico tem uma boa ideia sobre se você tem ou não asma. Mas ele precisa ter certeza, para lhe ajudar e não prescrever remédios desnecessários. Para isso, deverá solicitar uma prova de função respiratória ou espirometria: neste exame, você vai soprar em um computador que transformará a quantidade de ar que sai em números. E são exatamente estes números que dirão se você tem asma. Algumas vezes, seu médico vai precisar ainda de outros exames de função pulmonar e deverá sempre lhe explicar o porquê.

O diagnóstico de asma não é feito por radiografia do tórax e nem pelo exame físico do pulmão, embora muitas vezes o médico possa auscultar os chiados e ver a sua falta de ar. Mas outras doenças podem causar as mesmas coisas. Por isso a importância da espirometria.

7 – A asma tem cura?

A asma não tem cura. Mesmo se você não tiver nenhum sintoma, a asma está presente. Embora não exista cura, existem tratamentos que melhoram muito os sintomas da asma e proporcionam o controle da doença. Assim, asmáticos tratados podem ter uma qualidade de vida igual a de qualquer pessoa saudável.

8 – Como deve ser o tratamento da asma?

Antes de falar sobre tratamento, é importante lembrar que a asma é uma doença variável. A asma varia de asmático para asmático e varia também ao longo do tempo em um mesmo indivíduo. Por isso, o tratamento da asma deve ser individualizado, isto é, o que serve para um asmático pode não ser o melhor tratamento para outro. Ou um mesmo tratamento pode ter sua dose modificada conforme a necessidade. Por isso, o tratamento da asma deve ser orientado pelo seu médico.

A maioria dos pacientes com asma é tratada com dois tipos de medicação: (1) medicação chamada controladora ou de manutenção que serve para prevenir o aparecimento dos sintomas e evitar as crises de asma e, (2) medicação de alívio ou de resgate que serve para aliviar os sintomas quando houver piora da asma.

As medicações controladoras reduzem a inflamação dos brônquios. As principais medicações controladoras são os corticoides inalados isolados ou em associação com uma droga broncodilatadora de ação prolongada. As medicações controladoras diminuem o risco de crises de asma e evitam a perda futura da capacidade respiratória. O uso correto da medicação controladora diminui muito ou até elimina a necessidade da medicação de alívio.

9 – Como é a vida do asmático?

A maioria dos asmáticos pode ter uma vida normal, exatamente igual a de pessoas da mesma idade que são saudáveis e não têem asma. Além disso, a grande maioria dos asmáticos não precisa se privar de nada. Para tanto, basta apenas seguir algumas regras:

– evitar o contato com gatilhos como poeiras, fumaças do cigarro, pelo de animais, mofo, pólens, poluentes no trabalho etc.
– usar diariamente a medicação controladora
– consultar periodicamente seu médico

10 – O que são bombinhas?

Bombinha é a maneira que as pessoas chamam todas as medicações inalatórias usadas no tratamento da asma. Esse nome vem dos primeiros dispositivos que surgiram e ainda existem. Na verdade, bombinha quer dizer o recipiente que é utilizado para armazenar os diferentes tipos de remédios (broncodilatadores e corticóides inalatórios). Hoje existem dispositivos com medicação na forma líquida (aerossol) e em pó. Uma mesma substância pode vir sob aerossol ou sob pó. Os médicos preferem usar o termo dispositivo porque retira a ideia de que o remédio é ruim (bomba). Também faz o paciente entender melhor que dispositivo é a maneira como o medicamento será aplicado, tipo comprimido ou supositório. Dentro dele pode vir qualquer tipo de tratamento para a asma.

11 – As bombinhas viciam?

Não. Nunca. Essa é a ideia errada mais comum entre asmáticos. Imagine uma pessoa com meningite e febre de 40 graus centígrados. A pessoa usa um remédio para baixar a febre, como dipirona ou paracetamol. Depois de algumas horas, a febre volta a subir e o paciente usa outra vez o antitérmico. Se ele não for ao médico para tratar a meningite com antibióticos, ficará usando remédios para baixar a febre muitas vezes ao dia. Isso significa que ficou viciado em dipirona ou paracetamol? Não. Significa que usou um remédio que nunca serviu para tratar meningite. Só para melhorar a febre. O mesmo ocorre com os dispositivos que têm broncodilatadores de curta ação também chamados de medicação de resgate. O paciente ao invés de tratar a asma, fica usando apenas uma substância para aliviar a falta de ar. Como usa muitas vezes, parece que está viciado.

Além disso, o tratamento da asma deve ser contínuo, pois quando se para com o tratamento a asma volta. O tratamento com medicações controladoras da asma também é inalado. Esses remédios não curam a asma mas controlam muito bem, assim como hipertensão arterial e diabetes. Se você tomasse um comprimido todo dia para controlar a pressão ou o açúcar, acharia que está viciado nesses remédios?

12 – Bombinhas fazem mal para o coração?

Não. Quando surgiram os primeiros remédios broncodilatadores para asma, eram substâncias que tinham como efeito colateral aceleração do coração (taquicardia). A sensação era bem desconfortável e as pessoas começaram a achar que o remédio atacava o coração. Com as novas e melhores drogas broncodilatadoras e os novos e melhores dispositivos, esse efeito foi desaparecendo. Algumas pessoas ainda têm a sensação de palpitação mas quando isso acontece é porque provavelmente estão inalando os remédios com a técnica errada. Ou porque estão usando na dose errada. Se você engolir 25 comprimidos de dipirona ou paracetamol, vai passar mal e ter muitos efeitos colaterais. Isso não significa que estes remédios fazem mal: você é que usou na dose errada!
O que faz muito mal para o coração é falta de oxigênio. E uma asma não controlada e em crise causa exatamente essa dificuldade de entregar oxigênio para o coração funcionar. Portanto, as medicações inalatórias para controle da asma são – ao contrário – amigas do coração!

13 – Corticoide inalado é perigoso ou faz mal?

Não. Os corticoides inalados são as medicações mais importantes para o tratamento da asma. Exatamente por serem inalados, são corticóides mais modernos e potentes, que podem ser usados em doses muito pequenas. Nessas doses os corticoides inalados são seguros para ser usados em crianças, adultos, gestantes, diabéticos, enfim, quando forem necessários.

O medo dos corticoides vem da ideia dos corticoides ingeridos ou injetados que precisam de doses elevadas para fazer seus efeitos  e por isso podem, dependendo da dose e do tempo de uso, ter efeitos colaterais diversos entre os quais o aumento de peso. Isso não acontece com as doses usuais de corticoides inalados.

Os efeitos colaterais mais comuns dos corticoides inalados são locais e, em geral, podem ser prevenidos enxaguando a boca com água após o uso da medicação, gargarejando bem e não engolindo essa água (ou seja, cuspindo a água). Os efeitos locais dos corticoides inalados são rouquidão, pigarro e monilíase oral (sapinho).

Ansiedade e depressão, conhecidos como transtornos do humor, não causam asma. Mas são fatores associados à piora da asma, aumentando os sintomas da doença. Assim como obesidade, rinite e refluxo gastroesofágico. Os transtornos de humor devem ser tratados ao mesmo tempo que a asma.

Fontes: https://sbpt.org.br/portal/publico-geral/doencas/asma-perguntas-e-respostas/

https://www.ginanobrasil.org.br/