Estudo indica que uso de Ibuprofeno aumenta em 31% o risco de parada cardíaca

Um estudo científico do Hospital Universitário Gentofte, de Copenhague, concluiu que o ibuprofeno aumenta em cerca de 31% o risco de parada cardíaca. O resultado do estudo foi publicado esta semana na revista European Heart Journal. Os dados levantados pelos cientistas apontaram ainda que outros remédios do mesmo tipo, anti-inflamatórios não esteroides (AINE), também apresentam risco, … Leia Mais





Alergia à proteína do leite ou intolerância à lactose, como saber?


A diferença entre a alergia às proteínas do leite de vaca (APLV) e a intolerância à lactose começa na epidemiologia. Enquanto a primeira tem baixa prevalência e acomete preferencialmente os lactentes, a segunda é mais frequente e envolve, em sua maioria, adolescentes e adultos.

 

Já os sintomas se restringem ao trato gastrointestinal na intolerância à lactose, porém, na alergia, as manifestações cínicas podem aparecer em outros órgãos como pulmão e pele.

 

“Sobre a APLV, vale lembrar que o início dos sintomas, nos bebês, costuma coincidir com o início da ingesta de leite de vaca, embora mesmo quando em aleitamento materno exclusivo, o lactente possa ser sensibilizado devido ao consumo de leite pela mãe”, explica a Dra. Virgínia Figueiredo, gastroenterologista da Diagnoson a+.

 

Na prática, o diagnóstico de APLV (alergia ao leite de vaca) baseia-se na suspeita clínica, na exclusão do leite da dieta com melhora dos sintomas e em nova exposição para desencadeamento – ou no teste de provocação oral, que deve ser feito por médico treinado, em ambiente hospitalar e com condições que possibilitem socorro imediato, pelo risco de reação alérgica grave.

 

O teste cutâneo (prick teste) e a dosagem de IgE específica podem ser úteis, pois, quando positivos, indicam a ocorrência de um processo imunológico, contudo, resultados negativos não afastam tal hipótese, razão pela qual esses casos requerem uma interpretação conjunta com história e quadro clínico.

 

Para o diagnóstico de intolerância à lactose, recomenda-se a prova oral de absorção de lactose, que mede indiretamente a capacidade de digestão desse dissacarídeo dosando a glicemia antes e depois da ingestão da lactose, ou o teste genético que vai demonstrar se o indivíduo tem característica genética que determine a perda progressiva da enzima que digere a lactose. Mesmo com o genótipo associado com a predisposição à intolerância à lactose, crianças apresentam expressão normal da enzima nos primeiros anos de vida, com subsequente redução ao longo do tempo, por esse motivo o teste genético está mais indicado para adultos.

 

A exclusão do leite não deve ser feita apenas com base no relato de sintomas, para evitar uma diminuição desnecessária do aporte de cálcio e suas consequências.

 

Caso seja identificada a intolerância, existem inúmeras marcas comerciais de leite e produtos derivados, com baixo teor de lactose, que são tolerados pela maioria dos pacientes. Há ainda disponível a enzima (lactase) que pode ser ingerida concomitantemente ao alimento que contem lactose minimizando assim os sintomas. Procure um médico para ser orientado sobre as possibilidades terapêuticas e procure um nutricionista para lhe auxiliar a equilibrar sua alimentação, evitando deficiências nutricionais, principalmente relacionadas ao aporte de cálcio.

 

Para o alérgico todo cuidado é pouco na hora das compras

 

O alérgico sabe o quanto é trabalhoso fazer compras e garantir que os produtos não desencadeiem uma reação. Por isso, é importante ler os rótulos e saber identificar nomes que possam corresponder ao alimento desencadeante das manifestações clínicas.

 

Para facilitar as compras, uma norma foi aprovada pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) e está em vigor desde julho de 2016. A norma determina que os rótulos de alimentos e bebidas embalados na ausência do consumidor devem destacar quando houver possíveis alimentos alérgenos ou mesmo o risco de contaminação por estes, de forma acessível à população com as seguintes frases:

 

·       “ALÉRGICOS: CONTÉM (nomes comuns dos alimentos que causam alergias alimentares)E DERIVADOS”.

·       “ALÉRGICOS: PODE CONTER (nomes comuns dos alimentos que causam alergias alimentares)”.

 

Nas preparações feitas em lanchonetes, padarias e restaurantes, assim como alimentos comercializados sem embalagem, não há obrigatoriedade dessas informações. Portanto, atenção para as preparações que contenham: manteiga, margarina, creme de leite, queijo. Apesar de não parecer, alguns alimentos podem conter proteína de leite, entre eles o caldo de carne industrializado e as salsichas. Por isso, é muito importante saber o que está comendo.

 

Dicas para quem é alérgico:

– O alérgeno pode estar oculto. Por isso, cuidado ao consumir refeições fora de casa e industrializadas.

– Também pode ocorrer contaminação alergênica cruzada durante o cultivo, processamento, beneficiamento, transporte ou manejo do alimento.

– Em caso de dúvida, entre em contato com o Serviço de Atendimento ao Cliente (SAC) das indústrias alimentícias para esclarecer sobre a composição dos produtos.

– Experimente receitas fornecidas pelo nutricionista para variar o cardápio.

– Se fortaleça com informações vindas de seu médico e de seu nutricionista para entender o que acontece com seu corpo, fazer boas escolhas e ter qualidade de vida.


Infecção misteriosa causada por fungo se espalha pelo mundo e assusta

Brasil não tem sistema de vigilância.


Foto: reprodução Renovamidia.

Um fungo tem se espalhado pelo mundo e assustado autoridades em saúde. O Candida auris já é conhecido na Venezuela, Espanha, Reino Unido, Índia, Paquistão e Africa do Sul e Estados Unidos.

Segundo reportagem da Folha de S. Paulo o fungo é resistente aos principais medicamentos testados. O que o coloca na condição de ameaça mundial.

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Com alta resistência, lentes de contato dental podem durar até 10 anos de uso


Uma das técnicas que mais revolucionou o mundo da odontologia nos últimos anos foi a prática de poder cimentar porcelana no dente. Isso possibilitou a aplicação de camadas finas de porcelana com aproximadamente cerca de 0,3   milímetros, chamadas de lentes de contato, no arco dentário.

A aplicação das lentes de contatos pode, no contexto dentário, dar forma, alterar a cor e proporcionar uma harmonia no sorriso, quando bem planejada e aplicada. Essas peças finíssimas podem substituir os processos tradicionais de clareamento para os dentes, possuindo grande resistência, garante o cirurgião-dentista bucomaxilofacial e especialista em estética oral da clínica Apollo, Dr. Igor Fernandes.

“As lentes de contato têm durabilidade e uma força extraordinária para a mastigação. Normalmente essas peças duram, no mínimo, 5 anos, e algumas chegam a durar até 10 anos, sem maiores problemas. Existem pessoas que podem precisar de reparos nas lentes ao longo dos anos, mas nada que afete a saúde dentária”, explica o especialista.

Igor Fernandes alerta ainda que as lentes de contato não podem ser usadas por todas as pessoas: “Depende do tipo de mordida do paciente, se ele tem um desarranjo na mastigação, se tem uma mordida que seja compatível com aquele tipo de tratamento. Há casos ainda que é preciso utilizar aparelhos ortodônticos para ajustar a posição dos dentes antes de colocar as lentes de contato.”


Sífilis se alastra pela Bahia, aumento é de 135,8% em quatro anos


Reprodução

Casos de Sífilis teve aumento expressivo nos últimos anos na Bahia. No período de 2014 a 2018, foram registrados 29.860 casos de sífilis adquirida, com aumento de 135,8%, segundo dados da Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab).

De acordo com a Sesab, no mesmo período, também, foram diagnosticados 15.278 casos de sífilis em gestantes e 6.845 casos de sífilis congênita (infecção fetal), sendo que foram notificados 1.177 casos de sífilis congênita em menores de um ano, com isso uma redução de 13,8% no número de casos em relação a 2017 (1.365).

De acordo com a diretora da Vigilância Epidemiológica Carla Bresse, no período gestacional, a sífilis causa mais de 300.000 mortes fetais e neonatais por ano no mundo, além de aumentar o risco de morte prematura em outras 215.000 crianças.

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“Deve-se reforçar entre gestores e profissionais de saúde, a importância do diagnóstico e tratamento adequado em tempo oportuno, uma vez que reduz as chances de transmissão vertical em 97%”, explica.

Ainda segundo Bresse, na ausência do tratamento, aproximadamente 100% dos casos nas formas mais recentes da doença, garante a transmissão vertical.

“A sífilis é uma infecção sexualmente transmissível (IST), declarada como grave problema de saúde pública. Acomete com mais de 12 milhões de pessoas no mundo e a sua eliminação é um desafio para os serviços de saúde”. Completa.

Dados da Sesab informa que, entre os baianos, o total de 15.199 (50,8%) dos casos ocorreu em pessoas do sexo masculino, há aumento nas taxas de detecção de sífilis adquirida em todas as faixas etárias, ressaltando a tendência mais acentuada na faixa etária de 20 a 29 anos, com aumento de 185,5%, seguido da faixa etária de 30 a 39 anos, com aumento de 183,5%.

Sífilis na Bahia, só em 2017 já são mais de 5 mil casos até setembro

A sífilis é classificada de acordo com o seu estágio de infecção. Entenda melhor a seguir:

Sífilis primária

A sífilis primária é a que ocorre assim que há a infecção pela bactéria Treponema pallidum. Cerca de três a quatro dias após o contágio, formam-se feridas indolores (cancros) no local da infecção, normalmente na região genital. Não é possível observar mais sintomas e ela pode passar despercebida.

Sífilis secundária

A sífilis secundária acontece cerca de duas a oito semanas após as primeiras feridas se formarem. Aproximadamente 33% daqueles que não trataram à sífilis primária desenvolvem o segundo estágio. Aqui, o paciente pode apresentar vermelhidão pelo corpo (exantema), coceira, aparecimento de íngua (gânglios inchados) nas axilas e pescoço.

Sífilis terciária

Esta é a sífilis mais difícil de ser detectada, pois têm sintomas em grandes vasos (como a aorta), cérebro, olhos, coração, juntas e até mesmo dentro do sistema nervoso. Ai ela pode causar dor de cabeça, epilepsia, e é um diagnóstico um pouco mais complicado.

Sífilis latente

Esse é o período correspondente ao estágio inativo da sífilis, em que não há sintomas. Esse estágio pode perdurar por muito tempo sem que a pessoa sinta nada. A doença pode nunca mais se manifestar no organismo, mas pode ser que ela se desenvolva para o próximo estágio, o terciário – e mais grave de todos.

Sífilis congênita

A sífilis pode, ainda, ser congênita. Nela, a mãe infectada transmite a doença para o bebê, seja durante a gravidez, por meio da placenta, seja na hora do parto. A maioria dos bebês que nasce infectado não apresenta nenhum sintoma da doença.

Diagnóstico e Tratamento

Brasse acrescenta ainda que, o teste rápido (TR) de sífilis está disponível nos serviços de saúde do SUS. “É prático e de fácil execução, com leitura do resultado em, no máximo, 30 minutos, sem a necessidade de estrutura laboratorial. Esta é a principal forma de diagnóstico da sífilis”, completa.

De acordo com a médica Ginecologista Ticiana Cabral, Pacientes com múltiplos parceiros e que não se protegem durante a relação sexual tem mais chances de se contaminar com o treponema pallidum (agente causador da sífilis).

Quando a sífilis é detectada na gestante, o tratamento deve ser iniciado o mais rápido possível, com a penicilina benzatina.

“Este é o único medicamento capaz de prevenir a transmissão vertical, ou seja, de passar a doença para o bebê”, completa.

Segundo a ginecologista, uma mãe infectada transmite a doença para o bebê, seja durante a gravidez, por meio da placenta, seja na hora do parto.

“A maioria dos bebês que nasce infectado não apresenta nenhum sintoma da doença. No entanto, alguns podem apresentar rachaduras nas palmas das mãos e nas solas dos pés”, esclareceu.

*Tribuna da Bahia


Pará tem 28 novos casos de Doença de Chagas em 2019. O estado é responsável por mais de 50% dos casos no Brasil


Correio de Carajás

O estado do Pará já registrou 28 novos casos de Doença de Chagas só nos três primeiros meses de 2019. Os dados do ano passado ainda não foram consolidados, mas as autoridades de saúde estimam que são mais de 150. Em 2017 foram registrados 312 casos da doença, 86,83% por via oral e 10,46% vetorial. A médica Ana Yecê das Neves Pinto, coordenadora de Protocolos Clínicos da Doença de Chagas, do Instituto Evandro Chagas, lembra que a maior incidência da doença acontece nos meses mais quentes na região, ou seja, a partir de julho.

O Brasil não tem o que comemorar no Dia Mundial de Combate à Doença de Chagas (14/04), muito pelo contrário. O país responde por 70% das mortes no mundo pela doença. Muitos são os fatores apontados para amargar esse índice: falta de investimentos em pesquisas voltadas para prevenção e controle, falta de conhecimento pelos profissionais de saúde sobre métodos de diagnóstico e tratamento e o desconhecimento da população infectada já que a estimativa é que em todo continente americano 6 milhões de pessoas são portadoras da Doença de Chagas, mas a maioria não sabe que está infectada.

Segundo o relatório G-Finder, ligado à Fundação Bill e Melinda Gates, o Brasil saiu do grupo dos 12 maiores financiadores globais do setor para pesquisas de prevenção e controle da Doença de Chagas desde 2017, uma das razões seria à Emenda Constitucional 95 que congelou os gastos públicos no país.

Um estudo realizado pela Fundação Oswaldo Cruz em parceria com a organização Médico Sem Fronteiras (MSF), divulgado em 2018, revelou que apenas 32% dos profissionais ouvidos conheciam os procedimentos para o diagnóstico da doença e 41% sabiam que existe um medicamento específico para o tratamento dos pacientes, mas não lembravam qual era.

Doença: A doença de Chagas, ou tripanossomíase americana, é causada pelo parasito Trypanosoma Cruzi. Sua transmissão para seres humanos e outros mamíferos ocorre principalmente pelo inseto vetor conhecido como barbeiro, transfusões de sangue, de mãe para filho durante a gestação ou parto e por alimentos, hoje considerada a principal forma de transmissão através da ingestão de açaí e de cana-de-açúcar. A Doença de Chagas é considerada pela OMS, Organização Mundial de Saúde, uma das 17 doenças negligenciadas em todo o planeta.

Dia Mundial de Combate à Doença de Chagas: o dia 14 de abril foi escolhido por ter sido a data em que o pesquisador brasileiro, Carlos Chagas, informou sua descoberta à comunidade científica em 1910.

Congresso –  Realização simultânea do 55º Congresso da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical, o MEDTROP2019, o XXVI Congresso Brasileiro de Parasitologia e a 34a Reunião de Pesquisa Aplicada em Doença de Chagas e 22ª Reunião de Pesquisa Aplicada em Leishmanioses, o CHAGASLEISH 2019. O tema do congresso “Convergência e inclusão: em busca de soluções sustentáveis para o diagnóstico, tratamento e controle das doenças tropicais” abre perspectivas para integração da ciência, educação e tecnologia buscando, na interdisciplinaridade, benefícios para a saúde, para o desenvolvimento do indivíduo e da sociedade. De 27 a 31 de julho, na UFMG, em Belo Horizonte, Minas Gerais.