Crianças podem desenvolver TOC

De Luciana Brites* O Transtorno Obsessivo Compulsivo (TOC) é um transtorno de ansiedade que faz o cérebro ficar focado em alguns medos ou obsessões. Quem tem TOC acredita que algo ruim pode acontecer caso esses ritos não sejam feitos. Alguns hábitos comuns são lavar as mãos várias vezes e checar se a porta está fechada. … Leia Mais


DST pouco conhecida e resistente, se alastra e alarma médicos


Uma infecção sexualmente transmissível pouco conhecida pode se transformar em uma superbactéria resistente a tratamentos com antibióticos mais conhecidos, segundo um alerta feito por especialistas europeus. A Mycoplasma genitalium (MG), como é conhecida, já tem se mostrado resistente a alguns deles e, no Reino Unido, autoridades de saúde trabalham com novas diretrizes para evitar que o quadro vire um caso de emergência pública. O esforço é para identificar e tratar a bactéria de forma mais eficaz, mas também para estimular a prevenção, com o uso de camisinha.

O que é a MG?

A Mycoplasma genitalium é uma bactéria que pode ser transmitida por meio de relações sexuais com um parceiro contaminado. Nos homens, ela causa a inflamação da uretra, levando a emissão de secreção pelo pênis e a dor na hora de urinar. Nas mulheres, pode inflamar os órgãos reprodutivos – o útero e as trompas de falópio – provocando não só dor, como também febre, sangramento e infertilidade, ou seja, dificuldade para ter filhos. A infecção, porém, nem sempre apresenta sintomas. E pode ser confundida com outras doenças sexualmente transmissíveis, como a clamídia, que é mais frequente no Brasil.

Preocupação

A ascensão da MG ocorre principalmente no continente europeu, mas, no Brasil, o Ministério da Saúde diz que monitora a bactéria tanto pelo aumento da prevalência quanto pelo aumento da resistência antimicrobiana. Como a infecção por essa bactéria não é de notificação compulsória no país, ou seja, as secretarias de saúde dos Estados e municípios não são obrigadas a informar os casos, não se sabe quantas são as pessoas atingidas. No entanto, segundo o Ministério da Saúde, estudos regionais demonstram que ela “é muito menos frequente que outros agentes como a N. gonorrhoeae (responsável pela gonorreia) e Chlamydia trachomatis (responsável pela clamídia) – que, quando não tratadas, também podem causar infertilidade, dor durante as relações sexuais, entre outros danos à saúde.


Anvisa aprova medicamento para tratar todos os genótipos do vírus da hepatite C


A Anvisa acaba de publicar a aprovação de Epclusa® (sofosbuvir 400mg/velpatasvir 100mg), medicamento da Gilead Sciences para tratamento pangenotípico (genótipos 1 ao 6) e panfibrótico do vírus da hepatite C em adultos. Epclusa® oferece taxas de cura de 98% em apenas 12 semanas de tratamento para todos os perfis de pacientes.

“A aprovação do Epclusa® pela Anvisa significa mais um grande passo no tratamento da hepatite C no Brasil, principalmente pela possibilidade de curar todos os genótipos do vírus e todos os pacientes em diferentes fases da doença (desde casos com fibrose leve até cirróticos e transplantados) de forma simples e eficiente com um único comprimido ao dia por apenas 12 semanas, afirma Dra. Anita Campos, Diretora Médica da Gilead.

A eficácia de Epclusa® foi avaliada em cinco estudos que incluíram mais de 1200 pacientes com taxas de cura, também chamada de resposta virológica sustentada (RVS global), de 98%. Os estudos também demonstraram resultados em pacientes que se encontravam em diferentes situações, como aqueles que já foram previamente tratados; pessoas com doença hepática avançada, como a cirrose e coinfectados com HIV.

O HCV

A hepatite C é uma infecção causada pelo vírus da hepatite C (HCV), que possui pelo menos seis tipos (genótipos) distintos e que acomete preferencialmente o fígado, provocando uma inflamação que leva a formação de cicatrizes (fibrose hepática) e que, com o decorrer do tempo e sem um tratamento, pode levar à cirrose e ao câncer de fígado. Além do fígado, outros órgãos também podem ser acometidos.A hepatite crônica C afeta aproximadamente 71 milhões de pessoas no mundo. No Brasil, há uma estimativa de 657 mil portadores da doença. Cerca de 155 mil foram diagnosticados entre 1999 e 2016 e há indícios de que ainda faltam 502 mil pessoas para serem diagnosticadas. Nesse período foram realizados 110 mil tratamentos, sendo 57 mil somente entre 2015 e 2017. Entre 2000 e 2015, foram identificados 46.314 óbitos relacionados à hepatite C; de cada quatro óbitos por hepatite viral no Brasil, três (75,6%) são pelo HCV. O fato é que grande parte desconhece seu diagnóstico e poucos sabem como ocorreu a transmissão ou que exista tratamento para a doença.

“A doença é assintomática em 80% dos casos e faz dela um sério problema de saúde pública, podendo levar décadas para dar sinais, normalmente, manifestando-se já em estágio avançado de comprometimento do fígado ou com quadros associados”, finaliza Dra Anita.

O HCV é transmitido pelo contato com sangue infectado, sendo que os principais meios de transmissão são reutilização e esterilização inadequada de equipamentos médicos, odontológicos e outros, compartilhamento de seringas e agulhas (como no uso de drogas ilícitas), práticas sexuais de risco e transmissão vertical (da mãe para o filho). Pessoas que receberam transfusão de sangue antes de 1993 também podem ter contraído a infecção.

A Hepatite C é a maior causa de cirrose, câncer de fígado e transplante hepático no mundo. Além das complicações relacionadas ao fígado, pode desencadear uma verdadeira doença sistêmica. Estudos comprovam que o vírus da Hepatite C aumenta os riscos do aparecimento de outras doenças como a Diabetes do tipo 2 e do Linfoma, por exemplo.

Sobre a Gilead Sciences

A Gilead Sciences é uma biofarmacêutica dedicada à pesquisa, desenvolvimento e comercialização de terapias inovadoras para prevenção, tratamento e cura de doenças potencialmente fatais, como HIV/Aids, hepatites virais, entre outras. A Gilead foi responsável por grandes conquistas para a saúde e a qualidade de vida ao oferecer o primeiro regime antirretroviral em comprimido único para o tratamento do HIV/AIDS, além de ter revolucionado o tratamento da hepatite C com o primeiro medicamento que apresentou a possibilidade de cura da doença.

Presente no Brasil desde 2013 com sede em São Paulo, a Gilead possui operações em mais de 35 países, com matriz em Foster City, Califórnia, nos Estados Unidos.

 


Como driblar as armadilhas do inverno sem colocar a dieta em risco


Sempre quando cai um pouco mais a temperatura, nosso organismo tende a buscar alimentos mais calóricos e gordurosos e, se não tomarmos cuidado, corremos o risco de exagerar e ganhar alguns quilinhos extras. “No inverno não há muita transpiração, e a “necessidade” de hidratação é menor em relação ao calor, por isso reduzimos o consumo de água, sucos, frutas e saladas, comidas mais leves, e preferimos alimentos mais quentes, calóricos e com digestão mais lenta, que proporcionam sensação de saciedade por mais tempo”, explica Thomas Araújo, nutricionista da Rede Alpha Fitness. Segundo o especialista, há outro fator importante, destacado pelos estudos, que mostra que o aumento do apetite nos dias mais frios tem a ver com a relação  emocional que as pessoas apresentam com a comida: a busca pelo conforto que a comida quente traz.

 

A boa notícia é que é possível aliar o aconchego que buscamos no inverno, com hábitos saudáveis. As sopas ou os caldos podem ser grandes aliados e substituírem a salada do jantar, tornando-se uma ótima alternativa para nutrir e aquecer o corpo, desde que os ingredientes sejam usados com inteligência. “Uma sopa balanceada deve ter uma porção de proteína de boa qualidade e baixo teor de gordura, como peito de frango ou patinho moído, e legumes pouco calóricos, como abobrinha, berinjela, alho-poró, aipo, couve-flor, brócolis e abóbora”, indica o nutricionista.

 

A sopa também vai bem no almoço como entrada, pois promove saciedade e deixa a pessoa mais contente com uma menor porção do prato principal. Alerta para os carboidratos, que podem ser grandes vilões também no inverno; afinal, quem resiste a uma massa no jantar ou a um pão quentinho no café da manhã no inverno? “Isso não quer dizer que é proibido comer uma massa, mas sim que a pessoa deve ter uma maior atenção. Escolher opções mais leves e saudáveis e, claro, não exagerar. Uma massa com molho vermelho e um filé grelhado é uma ótima opção, por exemplo. Se a massa for integral e você consumir uma salada de entrada, melhor ainda!”, explica. Com dedicação, disciplina e força de vontade, dá para seguir uma dieta adequada ao seu consumo de calorias. Deve-se atentar também a não entrar numa rotina sedentária!


O crescimento da biomedicina no Brasil e no Mundo: 4 desenvolvimentos científicos históricos


O termo biomedicina significa o estudo da saúde através da biologia. Dessa maneira, as diferentes partes do corpo são estudadas com um viés biológico, garantindo o estudo de curas ou de melhorias para os mais diferentes tipos de doenças.

Além disso, este campo de estudo leva em consideração também os fatores históricos e culturais, trazendo padrões e tendências como referências para explicar as mudanças no corpo, tanto positivamente, como também, negativamente.

A biomedicina é um campo do conhecimento mais moderno, no Brasil, o seu estudo foi implementado na década de 60, já em outros países como Os Estados Unidos, Inglaterra e Austrália, muito antes, trazendo várias descobertas inovadoras e andando lado a lado tanto com a medicina como com a biologia.

Os estudiosos dessa área trabalham principalmente como docentes e também como pesquisadores dentro das áreas da biologia e da medicina. Devido a isso, esse é o segmento responsável por grande parte das descobertas científicas que mudaram e mudam a trajetória da vida na terra. Abaixo selecionamos alguns desses desenvolvimentos científicos históricos:

  1. Estudo do genoma do cancer

Nem todos os canceres são iguais, dessa forma, quando os genomas dos tumores são estudos é possível ver qual é o melhor tratamento para ele, dessa forma, a pessoa tem maiores chances de sobreviver com um tratamento mais assertivo e eficaz.

  1. Utilização das células-mães

Foi graças ao descobrimento das células-mães que diversas doenças estão sendo tratadas em todo o mundo. Elas podem ser aplicadas toda a vez que as células de algum Sistema são afetadas, regenerando-o.

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  1. Desenvolvimento do transplante de órgãos

O desenvolvimento do transplante de órgãos foi um dos maiores avanços na medicina, já que permite salvar milhões de vidas em todo o mundo. Essas cirurgias estão cada vez mais avançadas, e hoje é possível realizar transplante até mesmo de um rosto ou de um órgão genital masculino, por exemplo.

  1. Utilização da impressora 3D

A impressora 3D também tem sido utilizada na medicina principalmente nos implantes. Com a impressora é possível criar peças perfeitas e totalmente específicas para cada paciente. A utilização dessa tecnologia ainda é proibida no Brasil, por exemplo, mas já está sendo aplicada nos países citados acima.

Vale ressaltar que todos esses avanços na medicina são graças às novas tecnologias, entre elas a nanotecnologia, a qual trouxe ferramentas boas os suficientes para estudar células em níveis muito menores do que um microscópio normal consegue alcançar. Além disso, os profissionais da área que são dedicados e apaixonados pelas descobertas científicas. Todos esses avanços vêm moldando a humanidade e trazendo mais soluções para os diversos tipos de problemas de saúde que podem surgir. A Biomedicina é essencial para que a cada dia que passa, o homem aprenda mais sobre si mesmo, e principalmente como prevenir o surgimento de doenças e como ter uma vida com mais qualidade de vida e de bem-estar.


Mitos e Verdades sobre Osteoporose


A osteoporose é uma patologia que acelera a perda de massa óssea, deixando os ossos mais frágeis e porosos. Ela costuma surgir na terceira idade e provoca a diminuição da absorção de minerais e de cálcio. Com isso, os riscos de fraturas aumentam, principalmente no quadril, costela e colo do fêmur. De acordo com a Fundação Internacional da Osteoporose, a doença atinge 10 milhões de brasileiros e deve crescer 32% até 2050 no país.

 

Há muitas dúvidas sobre as causas e tratamentos da doença. Por isso, convidamos o Dr. Levi Jales Neto, reumatologista na Rede de Hospitais São Camilo de SP, para esclarecer o que é MITO e o que é VERDADE. Confira:

 

  1. MITO ou VERDADE: apenas as mulheres desenvolvem a patologia.

MITO. Homens também têm osteoporose, sendo prevalente após os 70 anos. Segundo a Fundação Internacional da Osteoporose, uma em cada três mulheres acima de 50 anos terá osteoporose. Entre os homens, o índice é de um em cinco. A chance entre as mulheres é maior por causa da diminuição de alguns hormônios após menopausa.

 

  1. MITO ou VERDADE: apenas os laticínios são fontes boas de cálcio.

MITO. Existe cálcio também de origem vegetal.  Como nozes, sementes, alho e vegetais de folha verde escura. É importante a consulta com o nutricionista para adaptar fontes variadas de cálcio no cardápio.

 

  1. MITO ou VERDADE: hábitos alimentares ruins na infância podem influenciar no surgimento da doença.

VERDADE. A massa óssea é formada na infância e adolescência e necessita do cálcio e da vitamina D para sua formação, geralmente proveniente de uma dieta equilibrada e exposição solar.

 

  1. MITO ou VERDADE: é arriscado praticar atividades físicas quando há o diagnóstico da doença.

MITO. Somente as atividades de elevado impacto e atividades com flexão da coluna podem aumentar a incidência de fratura.

 

  1. MITO ou VERDADE: osteoporose pode ser uma doença silenciosa.

VERDADE. A maioria dos casos de osteoporose só é diagnosticada após a fratura, porque não apresentam sintomas. Por isso, é necessária a investigação com densitometria óssea durante os exames anuais para tratarmos preventivamente.

 

  1. MITO ou VERDADE: osteoporose não possui cura e tratamento.

MITO. Apesar de não haver cura, existem diversos tratamentos incluindo medicamentos e medidas não medicamentosas. O tratamento depende de cada paciente, por isso é fundamental acompanhamento médico.

 

  1. MITO ou VERDADE: a principal forma de prevenção é ter uma alimentação equilibrada e praticar exercícios físicos

VERDADE. Diversos estudos comprovam essas medidas como prevenção. Por isso é fundamental a inclusão de alimentos ricos em cálcio na dieta, além de manter uma alimentação equilibrada. Já a atividade física exerce pressão sob o tecido ósseo, estimulando sua formação e rigidez. Sem contar o desenvolvimento do reflexo e equilíbrio, prevenindo quedas.